As minhas lágrimas regam os sentimentos mais puros e verdadeiros e me fazem renascer a cada nova estação. (Mônica Caetano Gonçalves Maio/2011)
Registro na Biblioteca Nacional nº: 570.118

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Sexto Sentido






Nem tudo
São flores,
Nem todas as flores
Têm perfume,
Lindas cores e espinhos.






É com o tempo,
Que acalma
A juventude,
Que se apuram
Os sentidos
E se distinguem
Os semitons
Dos sustenidos...

A visão,
Aprende a ouvir
Outra linguagem,
Que se diz
Com um gesto,
Sorriso ou olhar...

Há um momento
Em que suas quimeras
Enfim são domadas
E tornam-se
Suas aliadas...

Um  novo sentido,
Uma nova percepção
Ampliada da vida.
A aceitação
Do humano imperfeito
E sua fantasia
Do ideal,
Do eterno...

Só então,
Com suavidade,
É possível saborear
Como é doce o calor
Nos dias de inverno!

*Ilustração: Óleo sobre tela de Vladimir Volegov.
 
27/07/2011

3 comentários:

  1. COMO DOCES SÃO AS TUAS PALAVRAS.....EM NOITES DE SOLIDÃO!!

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  2. Muito belo. Com poesia diz da onipotência da humanidade.

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  3. Gosto muito doas noites de inverno! Lindo poema.

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