As minhas lágrimas regam os sentimentos mais puros e verdadeiros e me fazem renascer a cada nova estação. (Mônica Caetano Gonçalves Maio/2011)
Registro na Biblioteca Nacional nº: 570.118

domingo, 16 de março de 2014

Por falar em redes

Imagem: Google/divulgação


Passeava em minha rede social favorita entre as tantas letrinhas tagarelas dos contatos que mantenho por lá, como fazemos todos nós – cidadãos incluídos –, até encontrar um desabafo ambientalista de gente da minha geração, lembrando que despreocupados do tema, devolvíamos as embalagens de vidro do leite, dos refrigerantes e da cerveja, que depois de higienizadas eram reaproveitadas pelos fabricantes por diversas vezes; que havia apenas uma televisão em casa e somente um ponto de energia em cada cômodo e que não havia tantos eletrodomésticos a nos deixar com os braços preguiçosos e os músculos flácidos. Eram muitos outros exemplos citados no bem escrito texto, lembrando hábitos de vida recentes que hoje nos parecem longínquos. Foi só desviar o olhar para outra postagem e encontrar uma acalorada conversa sobre uma citação atribuída simplesmente a Alexandre Magno, que por falta de registros fidedignos passa por lendária.

Daí é fácil pensar que depois do advento da Internet e de todos os seus produtos estamos produzindo muito conteúdo, por vezes de excelente qualidade. Pode-se dizer que a palavra está hoje na ponta dos dedos e que a grande maioria escreve e lê muito mais, o que me parece um excelente efeito colateral, considerando também que tudo que escrevemos fica registrado e é público, o que de certa forma desmistifica o desejo, antes tão etéreo, de tantos que se pretendem lidos.

Cabe analisar somente o tipo de conteúdo produzimos, se apenas uma forma de comunicação, se produzimos informação ou em que medida podemos ver aí uma nova forma de expressão literária. Hoje, mais do que nunca, cabe o dito: de poeta e louco todo mundo tem um pouco.


Sem maiores definições sobre literatura, sintetizo minha opinião com versos de Bukowski: “se não sai de ti a explodir... / a menos que saia sem perguntar do teu/ coração, da tua cabeça, da tua boca/ das tuas entranhas,... / não o faças”.

Publicada no Jornal "O Pioneiro" em 16/03/2014

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