Um dia em que se brinca com o imaginário do medo e do terror...
E eis que um desses seres apocalípticos materializou-se em minha vida real!
Segundos de embate com os desconhecidos, a ameaça do outro e o de si mesmo, de imprevisíveis reações.
Segue a dor física da agressividade e violência... E a ela superpõe-se a dor moral, civil, cívica, de consciência e emocional.
O inevitável confronto com sua impotência e insegurança ampla, geral e irrestrita... Desamparo e finitude humana.
E a certeza de um mundo de desigualdades que banaliza e reduz a vida humana a poucas gramas de vil metal!
Sobrevivo e sobreviverei à perda de momentos vividos e escritos, que esta vivência insiste em substituir.
Restam-me questionamentos murmurados em solilóquio e sem eco ou expectativa de resposta e solução.
E a certeza do meu refazer e reconstruir, do acrescentar e crescer...
Enfim, foram-se os anéis, jóias raras do baú de memórias e ficaram os dedos, que escrevem ainda doloridos...
01/11/2011