As minhas lágrimas regam os sentimentos mais puros e verdadeiros e me fazem renascer a cada nova estação. (Mônica Caetano Gonçalves Maio/2011)
Registro na Biblioteca Nacional nº: 570.118

sábado, 5 de novembro de 2011

Perjúrio



Se alguém perguntar
Onde andas...
Direi apenas que não sei,
Que fomos somente
Um caso no acaso
E que jamais te amei...
À consciência,
Júri de mim mesma,
Sou ré confessa,
Punida pela solidão...

05/11/2011

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Fina Estampa



A brisa brinca
E inventa
O balanço da saia
Da morena que passa,
Gingando malemolência
Perfume de sedução,
Que fica no ar...

04∕11∕2011

*Imagem: Foto de acervo pessoal.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Flor de Espanha


Música e dança flamenca...
Melodia marcada 
No som da castanhola 
E no compasso do passo,
Baila orvalhada a saia
Da espanhola!!!!

03/11/2011
* Inspirada na Flor de romã - Fotografia belíssima de Jones Poa

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Vão-se os anéis...



Um dia em que se brinca com o imaginário do medo e do terror...
E eis que um desses seres apocalípticos materializou-se em minha vida real!
Segundos de embate com os desconhecidos, a ameaça do outro e o de si mesmo, de imprevisíveis reações.
Segue a dor física da agressividade e violência... E a ela superpõe-se a dor moral, civil, cívica, de consciência e emocional.
O inevitável confronto com sua impotência e insegurança ampla, geral e irrestrita... Desamparo e finitude humana.
E a certeza de um mundo de desigualdades que banaliza e reduz a vida humana a poucas gramas de vil metal!
Sobrevivo e sobreviverei à perda de momentos vividos e escritos, que esta vivência insiste em substituir.
Restam-me questionamentos murmurados em solilóquio e sem eco ou expectativa de resposta e solução.
E a certeza do meu refazer e reconstruir, do acrescentar e crescer...
Enfim, foram-se os anéis, jóias raras do baú de memórias e ficaram os dedos, que escrevem ainda doloridos...


01/11/2011

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Menestrel

Teus olhos
Brilham no amanhecer
Dos meus sonhos,
Em escura noite
De solidão...
Tua boca
Canta melodias
Que a brisa sussurra
Em meus ouvidos...
Tuas mãos
Escrevem poemas,
Que acariciam meu corpo...
E em alados pensamentos,
Vôo... Até encontrar-te,
Dentro de mim...

28/10/2011

Recomeçar

Fios de vida tecerão novas formas,
Forças, olhares e danças esquecidas...
Refeitos das dores e sem cicatrizes,
Renascidos,
Por nossas origens.



Recriando esperanças,
Antes perdidas...
Das Parcas somos hoje aprendizes...


28/10/2011

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Imenso




Se mais,
Além de ti...
Seria de tudo um pouco...
Mar, amanhecer,
Canto de passarinho,
Mel e flor!

27/10/2011