As minhas lágrimas regam os sentimentos mais puros e verdadeiros e me fazem renascer a cada nova estação. (Mônica Caetano Gonçalves Maio/2011)
Registro na Biblioteca Nacional nº: 570.118

domingo, 13 de novembro de 2011

Gota d'Água






Infinitamente delimitados
São os espaços que habitam
Em meus tantos universos
De tênues contornos...
Desejo da sede,
Esperança de vida,
Lágrima de dor,
Alegria
Ou desamor...

13/11/2011

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Sentidos



Tons de entardecer
Pintam o horizonte...
Suave a melodia
Que nos invade,
Com gosto de prazer
Do aveludado toque
Que afaga a pele
E perfuma o ar com nossos humores...
Sentidos, todos, aguçados,
Perfeita harmonia de ser...



09∕11∕2011

sábado, 5 de novembro de 2011

Perjúrio



Se alguém perguntar
Onde andas...
Direi apenas que não sei,
Que fomos somente
Um caso no acaso
E que jamais te amei...
À consciência,
Júri de mim mesma,
Sou ré confessa,
Punida pela solidão...

05/11/2011

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Fina Estampa



A brisa brinca
E inventa
O balanço da saia
Da morena que passa,
Gingando malemolência
Perfume de sedução,
Que fica no ar...

04∕11∕2011

*Imagem: Foto de acervo pessoal.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Flor de Espanha


Música e dança flamenca...
Melodia marcada 
No som da castanhola 
E no compasso do passo,
Baila orvalhada a saia
Da espanhola!!!!

03/11/2011
* Inspirada na Flor de romã - Fotografia belíssima de Jones Poa

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Vão-se os anéis...



Um dia em que se brinca com o imaginário do medo e do terror...
E eis que um desses seres apocalípticos materializou-se em minha vida real!
Segundos de embate com os desconhecidos, a ameaça do outro e o de si mesmo, de imprevisíveis reações.
Segue a dor física da agressividade e violência... E a ela superpõe-se a dor moral, civil, cívica, de consciência e emocional.
O inevitável confronto com sua impotência e insegurança ampla, geral e irrestrita... Desamparo e finitude humana.
E a certeza de um mundo de desigualdades que banaliza e reduz a vida humana a poucas gramas de vil metal!
Sobrevivo e sobreviverei à perda de momentos vividos e escritos, que esta vivência insiste em substituir.
Restam-me questionamentos murmurados em solilóquio e sem eco ou expectativa de resposta e solução.
E a certeza do meu refazer e reconstruir, do acrescentar e crescer...
Enfim, foram-se os anéis, jóias raras do baú de memórias e ficaram os dedos, que escrevem ainda doloridos...


01/11/2011

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Menestrel

Teus olhos
Brilham no amanhecer
Dos meus sonhos,
Em escura noite
De solidão...
Tua boca
Canta melodias
Que a brisa sussurra
Em meus ouvidos...
Tuas mãos
Escrevem poemas,
Que acariciam meu corpo...
E em alados pensamentos,
Vôo... Até encontrar-te,
Dentro de mim...

28/10/2011