As minhas lágrimas regam os sentimentos mais puros e verdadeiros e me fazem renascer a cada nova estação. (Mônica Caetano Gonçalves Maio/2011)
Registro na Biblioteca Nacional nº: 570.118

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Em tuas Mãos

Tuas mãos que pequeninas
Descobriam o colorido do mundo
E buscavam as que lhes eram guia...
Tuas mãos que rabiscaram o traço, a letra
E folheavam os caminhos da imaginação...
São as mesmas que dedilham
As notas de uma nova melodia,
Percorrem os segredos das carícias,
Aprendem o pão, a obra...
Tuas mãos que se dão e se despedem
Em encontros e desencontros,
São as mãos que a ti mesmo recebem...


21/09/2011

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Instantâneo


Nesse tempo,
Que é tempo
Do instantâneo,
Paro para lembrar
De outros tempos...
Das cartas escritas,
De encontros marcados,
Da praça,
Da pressa do telegrama,
Da prensa e máquina de escrever,
Da foto de família...
De um quotidiano
Que hoje,
É peça de Museu
E que cabe
Em um segundo
De minhas memórias...

19/09/2011

sábado, 17 de setembro de 2011

Rima chula

Hoje eu não estou para prosa...
Faça a rima como você gosta.
Não vale lamentar a perda
Ou falar do coração que se partiu.
Não faça disto uma luta,
Diga a primeira palavra que lhe ocorrer.
Vamos lá, pegue a caneta,
Isto pode ser divertido!

17/09/2011

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Silêncio




Teu silêncio
Fez calar minh'alma.
Disse mil palavras
Que jamais pensei ouvir
E que ainda soam
Como triste melodia...
Do que era Amor
Restou somente a certeza
De que nada adiantam
Os sonhos e desejos meus
Teu silêncio...
Disse-me...Adeus...


15/09/2011

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Desabafo



Que não me privem da liberdade
A duras penas conquistada por tantos.
Antes a coerção também era armada,
Hoje, somos assaltados por bandos.


Que faça a rima fácil,
Quem quiser entender melhor.
Tem ladrão para todo lado,
Engravatado ou pé descalço.

Cansei de gritar sozinha
Para não morrer na esquina
Ou ser mais uma notícia no jornal,
De pagar a comida servida na prisão
E o salário de quem escolhi
Para manter a ‘Ordem e Progresso’...

Não quero meu direito empoeirado,
Esquecido no alto da estante.
Tenho o pensamento livre
E quero poder ir e vir
Sem medo ou restrição.

Não nasci passarinho
Para cantar na gaiola,
Com os gatos rondando lá fora!

14/09/2011

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Tormenta


Tempo,
Que nasce e mata,
Renova e maltrata.
Dias de bruma seca,
De folhas no chão
E galhos nus...
Ar parado,
Espera...
Sentimento apertado
No peito...
Que venha
A tormenta anunciada!
Trazendo em si
A chuva... Lágrima...
Que acalma e conforta
Pacifica a dor...
Lavando o céu,
Telhados e alma...
E faz brotar
Novo tempo...
Semeia... Sem dor!

12/09/2011

Beija-Flor



Beija-flor
Voando de flor em flor
Escolhendo a mais doce
E mais bela,
Rosa amarela
Colorindo o mundo,
Refazendo a vida...
Eu...
Bem te vi,
Que nasci sabiá,
Bem te quero
E admiro teu vôo...

12/09/2011