As minhas lágrimas regam os sentimentos mais puros e verdadeiros e me fazem renascer a cada nova estação. (Mônica Caetano Gonçalves Maio/2011)
Registro na Biblioteca Nacional nº: 570.118

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Feminino

Senhora de mim,
Dona do meu tempo...
Sou...
A filha,
A Mãe,
A outra...

A que te cria,
Teu guia,
Teu norte.
Tua sorte
E tua desdita.

A que te unha a carne
E cura tuas feridas...
A que traz no peito
O teu alimento.

É por mim
Que enlouqueces
Em teu prazer...
Que choras
Em segredo...

Sou aquela
Que desejas.
A que usas...
Tua Musa,
Única...
Uma entre tantas Marias!
Sou...
Mulher,
Matriz da Vida!

10/08/2011

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Sons do Silêncio




Cala-se a palavra
No hiato da educação
Em atenção e respeito
A quem fala.

Cala-se a palavra
No hiato do saber
Para elaborar,
Ouvir e aprender.




Cala-se a palavra
No hiato da obviedade
Onde se torna
Inócua e desnecessária
Qualquer citação.

Cala-se a palavra
No hiato da compreensão
Quando o silêncio
Faz-se Amor
E fala direto ao coração.

Cala-se a palavra
No hiato do silêncio...
De outra forma é expressa
A intensidade do momento.

05/08/2011

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Página em Branco

Tenho dias
De rodapé de página
Que quase ninguém lê...
E mesmo o leitor
Mais atento,
Quando muito,
Insere no contexto...

Dias de pequenos anúncios,
Quando por mais
Que se ofereça,
O interessado afoito
Nem sempre encontra
O que procura...

Mas tenho dias
De página em branco,
Onde deitas tua pena,
Delineias meus contornos,
Crias em mim sentimentos
Que trazes em teu peito...

Onde escreves
Rápida e intensamente
Ou calma e suavemente...
E fazes de mim a obra
De teus sonhos e desejos...

04/08/2011

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Gira Mundo


Olha, Seu Moço!
Sábios são os ditos populares...
Nada vem de graça
E nem é eterno,
O mundo é muito pequeno
E dá muitas voltas...
O tempo não pára
E nem espera... Passa...
Nada é igual
No próximo segundo...
Então para que sofrer
Da dor do Amor?
Se todas se curam...
Se há frio
Para todo cobertor...
Se um dia é da caça
E o outro,
Você sabe...
Vai recomeçar,
Se encantar
E amar de novo,
Como se fosse
O Amor primeiro,
Único
E derradeiro...

03/08/2011

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Carrossel






Em um dos outonos
Do caminhar solitário
De minha vida,
Quando o silêncio
Calava o vento
Que varria minh’alma...






Vislumbrei tuas cores,
Nuances de flores
De outra estação
E caminhei
Em tua direção...

Mais perto,
Ouvi uma doce melodia,
Como perfume,
Que a brisa
Suavemente trazia.
Revivi a alegria
No sorriso de uma criança.

E deixei-me envolver,
Como fosse eu
Parte de tua infância...
E no roda, gira
Do carrossel da vida,
Seduzida e renovada,
Amanheci
Em ti... Esperança!

01/08/2011