As minhas lágrimas regam os sentimentos mais puros e verdadeiros e me fazem renascer a cada nova estação. (Mônica Caetano Gonçalves Maio/2011)
Registro na Biblioteca Nacional nº: 570.118

sábado, 28 de maio de 2011

Tudo que eu queria
Nesta manhã fria, 
É me aconchegar no seu abraço,
A me envolver como um laço
Que meu corpo aquece,
Enquanto a alma adormece.
O tempo a passar...
Calmamente acordar
Do seu lado,
Meu Amado!


Longamente o beijar,
Seu corpo acariciar,
E sentir se acender,
A chama do querer.
Do laço,
Do abraço,
À entrega total,
Ao universo sensual.
Um intenso prazer,
De um ao outro pertencer.

(Mônica Caetano Gonçalves – 28/04/2011)

POESIA NUA

Despi minh’alma de sofrimentos,
De sentimentos menores
Que traduzem nossas dores
E tantos outros dissabores...
Perfumei meus cabelos com jasmins,
Dos mais belos jardins.
Banhei meu corpo em águas,
Que limpam todas as mágoas.
Para encontrá-lo à luz da Lua,
Homem apaixonado,
Poeta enamorado!
E me dou assim nua...
Vem... me possua,
Faça-me sua
Simplesmente a musa,
Ornada apenas de Amor e Poesia,
Que o conduza em sonhos e fantasia,
Ao Amor doce e terno
O único e eterno,
Infinito como o universo,
Sentimento lindo,
Entre todos é infindo
Que se faz no verso...
Que se perpetua,
Qual etérea estátua,
Abstrata escultura,
Em Poesia pura!

(Mônica Caetano Gonçalves – 26/04/2011)

CANÇÃO DE AMOR

Do Amor não se faça prisão,
Posto que canção,
Livre, somente emoção,
Que se abriga no coração.

Se acorrentado,
Fica magoado,
Perde o encanto,
Cala seu canto.



Torna-se pranto,
Um lamento,
Triste sentimento!

Deve ser sentido,
Jamais reprimido,
Apenas doado,
Sem ser cobrado...

Amor é pura emoção,
Que transcende a razão!
Não se pede,
Nem se mede...
Amor é sede,
Desejo e Paixão,
Carinho, Dedicação,
Total doação,
Completo e perfeito,
Cantando dentro do peito,
Livre por direito...

De forma sincera,
Nada espera...
Amor se sente,
Simplesmente...

(Mônica Caetano Gonçalves – 23/04/2011)

COLIBRI



Ao longe te avistei,
Por teus encantos me apaixonei
E quando aqui cheguei, 
Por pouco tempo fiquei ...





Do teu perfume provei,
Com teu néctar me deliciei...
E depois voei... 
Só um beijo deixei!

Por certo voltarei,
Ao teu lado ficarei,
Para sempre viverei.

Só a ti me darei,
Pois enfim encontrei,
O Amor que sempre procurei.



Em nosso ninho ficarei,
Nos teus braços descansarei.
Colibri não mais serei...


(Mônica Caetano Gonçalves – 19/04/2011)

A POESIA...



Em espaços ínfimos,
De tamanho infinito,
A energia íntima
Navega em mar insólito,
Em rítmicos movimentos.
Transforma-se em poucos momentos...
Num átimo, a Luz,
Brilha e seduz,
O som reluz
E conduz a um traço abstrato,
Um risco, um ato
De pura alquimia!
Do prazer intenso,
Do sentimento denso...
Na imaginação um verso,
Em meio ao infindo Universo,
De nossa fantasia,
Faz-se a Poesia!

(Mônica Caetano Gonçalves – 17/04/2011)

SEGUINDO A CANÇÃO...


“Vem, vamos embora que esperar não é saber.
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”
(Geraldo Vandré)

Para ser sincera,
Cansei dessa espera...
Ainda acredito
E já havia dito.
Na verdade,
Falta é vontade...
Não sou mais criança,
Para viver de esperança
E esperar pela mudança.
Faço a minha hora,
Meu tempo é agora!
Quem sabe você me alcança?
Entra no ritmo da minha dança,
Sem ser desafinado,
Seja meu aliado!
Vem... Vamos viver,
E fazer acontecer!
Não nos basta só saber,
É preciso fazer,
Antes da vida entardecer,
Enquanto há tempo para ver
O fruto amadurecer...
E enfim colher,
O que se fizer por merecer...


(Mônica Caetano Gonçalves – 14/04/2011)

AMADURECER

Então, vamos seguir...
De que vale a vida,
Se for dolorida
E não pudermos rir
De nós mesmos,
Dos próprios erros?
E com isto aprender,
Melhor conviver,
Se conhecer,
No outro se reconhecer,






E no espelho ver
Um outro ser,
A cada dia renascer
Melhor e maior,
Superior,
Sem ser arrogante,
Um ser elegante,
Bom de se ver,
De se conhecer, 
Que saiba merecer
O dom de viver...


(Mônica Caetano Gonçalves – 13/04/2011)